Todos os dias acordava no mesmo horário.05:30 da manhã.Domingo a domingo, folga,feriado,férias.Dizia que o corpo acordava sozinho. Se dirigia ao banheiro.Lavavas as mãos antes de usar o vaso sanitário.Hábito. Lavava-as novamente e terminava sua higiene pessoal.Arrastando os chinelos de pano, dirigia-se à cozinha ainda em estado robótico. Água pra ferver, bule,coador, pó,açúcar. Café preto e forte e quente.Pão com manteiga gelada.Ajuda a aguentar o dia duro de sempre.Não sai de casa sem ouvir as notícias frescas da rádio local.Obtuários,nascimentos,homicídios,brigas de vizinho. Tudo feito ontem. Uma canção triste de alguém que não se reconhece a voz finaliza o programa.
Rádio desligado.Uniforme.Tão cinza como a sua alma.Sempre bem passado o esperando no sofá. Volta à cozinha.Confere se desligou o botijão de gás e retirou a tomada.Tudo em ordem.06:30 da manhã.São quatro conduções até o trabalho.Economiza duas caminhando.Cuida da saúde e sobra pra cervejinha do fim da semana.Talvez o único momento realmente prazeroso.07:45.Primeira condução. Ônibus lotado.Pessoas cochilam,garotos de fone no ouvido.Um mais abusado se esfrega na mulherada que passa cheia de bolsas e filhos.Mundo perdido.08:25.Metrô.08:58.Ainda o velho cartão de ponto de papel.Magnético só pra engravatados.
Esfregão,balde,água e sabão.Muita escadaria,muitos andares.Centenas de pessoas. Três bom dia, dois boa tarde.Relógios por toda parte. Insistindo na ilusória ideia que podemos controlar o tempo. Horas e minutos da mesmice. Dias e semanas iguais em suas diferenças. No início chegou a se deprimir. As paredes eram mais observadas. Não se sentia pessoa.Nada como o bom e velho tempo. Somente quando o chão não está limpo se percebe que alguém não deveria ter feito isso.Alguém ou alguma coisa.Tanto faz.Os ponteiros correm, as pessoas correm, os auto correm!Alguém sabe qual a cor do botão que acabou de apertar no elevador? O que pensa aquele que está à sua frente na fila?Não tenho tempo para isso, poderiam me dizer.Não há tempo para observar.Não há tempo para viver......17:00hs. Metrô, ônibus, caminhada. Respiração lenta.Enfim em casa.Gostaria de descansar.Roupas sujas no tanque,louça na pia, precisa comer. Deixa o banho para o fim do dia.Ou já no começo do outro.Não há tempo há perder.Não há tempo para viver.
Rádio desligado.Uniforme.Tão cinza como a sua alma.Sempre bem passado o esperando no sofá. Volta à cozinha.Confere se desligou o botijão de gás e retirou a tomada.Tudo em ordem.06:30 da manhã.São quatro conduções até o trabalho.Economiza duas caminhando.Cuida da saúde e sobra pra cervejinha do fim da semana.Talvez o único momento realmente prazeroso.07:45.Primeira condução. Ônibus lotado.Pessoas cochilam,garotos de fone no ouvido.Um mais abusado se esfrega na mulherada que passa cheia de bolsas e filhos.Mundo perdido.08:25.Metrô.08:58.Ainda o velho cartão de ponto de papel.Magnético só pra engravatados.
Esfregão,balde,água e sabão.Muita escadaria,muitos andares.Centenas de pessoas. Três bom dia, dois boa tarde.Relógios por toda parte. Insistindo na ilusória ideia que podemos controlar o tempo. Horas e minutos da mesmice. Dias e semanas iguais em suas diferenças. No início chegou a se deprimir. As paredes eram mais observadas. Não se sentia pessoa.Nada como o bom e velho tempo. Somente quando o chão não está limpo se percebe que alguém não deveria ter feito isso.Alguém ou alguma coisa.Tanto faz.Os ponteiros correm, as pessoas correm, os auto correm!Alguém sabe qual a cor do botão que acabou de apertar no elevador? O que pensa aquele que está à sua frente na fila?Não tenho tempo para isso, poderiam me dizer.Não há tempo para observar.Não há tempo para viver......17:00hs. Metrô, ônibus, caminhada. Respiração lenta.Enfim em casa.Gostaria de descansar.Roupas sujas no tanque,louça na pia, precisa comer. Deixa o banho para o fim do dia.Ou já no começo do outro.Não há tempo há perder.Não há tempo para viver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário